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Condução defensiva

Blog 31/12/2010

Todos os anos a cena repete-se nas mesmas alturas. No Natal e Ano Novo, no início e no final das férias do Verão, somos inundados com números, estatísticas, comparações percentuais relativamente a anos anteriores, conselhos de prudência, campanhas de sensibilização,… numa tentativa de reduzir o peso trágico de feridos e mortos na estrada

Mas, ano após ano, a quantidade de acidentes rodoviários registados continua a ser preocupante, apesar do número de vítimas resultantes deste tipo de acidentes ter vindo a diminuir. O condutor, o carro, a estrada, são factores que se conjugam e determinam se uma viagem é ou não segura. Neste artigo debruçar-nos-emos essencialmente sobre as técnicas de condução defensiva, que ajudam a evitar muitos acidentes, através da antecipação das actuações dos outros condutores e a reduzir os riscos causados por uma série de factores que nos rodeiam.

Acidentes evitáveis

Embora muitos dos acidentes possam ser atribuídos a falhas humanas, não nos podemos esquecer de outros factores que entram em jogo, nomeadamente as condições em que as estradas se encontram.

Sinalização deficiente, pavimentos em mau estado, estradas mal desenhadas, má visibilidade,… contribuem para uma condução menos segura, mesmo que o condutor tenha cuidado. Por isso, este deve levar a cabo uma condução ainda mais segura e cautelosa:

  • deverá conduzir sempre nas melhores condições possíveis (depois de descansar, sem ter bebido ou tomado medicamentos que indiquem que não deve conduzir);
  • deve também tentar prever os possíveis erros dos outros condutores. Mesmo que seja um excelente condutor, pode sofrer um acidente devido à negligência de outrem. A antecipação é a chave para, na medida do possível, acautelar situações de perigo.

Conduzir implica sempre um certo risco. Assim, a única coisa a fazer é evitar qualquer factor susceptível de agravar esse risco:

  • preparar a viagem;
  • ter o automóvel em bom estado;
  • estar, o próprio condutor, igualmente em boas condições físicas e psicológicas;
  • e, durante a viagem, adoptar, desde logo uma condução defensiva.

Estes são requisitos necessários para chegar são e salvo ao seu destino.


Preparar o automóvel:

Manter o veículo em bom estado é um elemento básico de segurança. Assim:

  • Deve ter em dia as revisões periódicas aconselhadas pelo fabricante;
  • O próprio condutor pode fazer as suas revisões. Não interessa apenas cuidar dos factores que afectam directamente a segurança (travões, rodas,…), mas também de tudo o que possa causar uma avaria e deixar-nos na estrada, pois, nesta situação, existe risco de colisão ou de atropelamento;
  • De 15 em 15 dias, convém rever os níveis de óleo, refrigerador, limpa-vidros, líquido de direcção assistida e líquido dos travões;
  • De cada vez que utilizar o seu automóvel, faça uma rápida inspecção para ver, por exemplo, se as rodas estão em bom estado, ou se em redor do carro, não existe algo no piso que possa danificar o pneu ou a própria viatura.
  • Verifique, com os pneus frios, se estes têm a pressão aconselhada. Uma pressão desadequada provoca falta de aderência e aumenta o consumo e o desgaste da borracha. Para um desgaste superior a 3mm, o pneu piora o seu comportamento, aumentando o risco de “aquaplanning” (quando o rasto de um pneu não é suficientemente profundo para escoar a quantidade de água que esteja sobre o pavimento da estrada).
  • Teste as luzes, em especial as de trás, que são as que mais dificilmente se repara que estão fundidas. Verifique também se os médios não encandeiam;
  • Limpe os vidros, para ter melhor visão possível da estrada. As escovas do limpa-vidros devem ser mudadas uma vez por ano, de preferência com as primeiras chuvas após o Verão (com o calor, as borrachas ficam rijas).
  • A correcta colocação de passageiros, objectos e equipamentos no interior do veículo é de grande importância. As crianças são muito vulneráveis. Por isso, devem ir sempre bem sentadas e seguras, com o cinto de segurança colocado. As mais novas (pelo menos até aos três anos) devem ter acentos adequados para a sua idade e peso. Os passageiros devem colocar o cinto de segurança, não só à frente mas também atrás.
  • Não deixe objectos soltos no interior do automóvel, pois podem converter-se em projécteis perigosos.
  • Cuidado com a tampa do guarda-luvas: não a deixe aberta.
  • Confortável e com bons reflexos

Um condutor na plenitude das suas faculdades pode reagir melhor e mais rapidamente aos estímulos, antecipar-se a potenciais perigos e evitá-los. A comodidade é importante: o condutor deve ajustar os espelhos retrovisores, acentos, cintos de segurança,… à sua altura. Além disso, o habitáculo deve estar bem ventilado.

Em viagem

Quando viaja, o condutor pode ver-se obrigado a encarar diversas situações de perigo. Por isso, é essencial pôr em prática uma condução defensiva. Ou seja: evitar erros próprios e, também, prever os actos dos demais condutores, agindo de forma a esquivar-se aos riscos.


Enquanto está a circular, o condutor deve estar atento a todas as informações. O essencial é ver, analisar e agir.

A visibilidade é fundamental
Olhe pelos retrovisores com frequência. Para controlar os ângulos mortos há que olhar por cima do ombro sempre que necessário (rotundas, entradas em auto-estradas, mudanças de faixas de rodagem).

Rotunda: Ao colocar-se bem numa rotunda, de acordo com o sítio para onde pretende seguir, evita problemas: se vai sair da rotunda, coloque-se, de imediato, na faixa de fora, caso contrário, coloque-se no interior.

Paragens: Evite parar em túneis e auto-estradas, o que aliás constitui uma contra-ordenação. Só o faça em caso de avaria. Evite também fazer mudanças bruscas de sentido em zonas não visíveis (cruzamentos e curvas com má visibilidade por exemplo) para outros condutores.

Evitar distracções. O uso do telemóvel aumenta 5 a 10 vezes o risco de sofrer acidentes. Só é permitido falar através de kit mãos livres, ou de um auto-rádio com GSM incorporado (o que mesmo assim, distrai o condutor).

O rádio também é um factor de alheamento. Mudar de emissora obriga a desviar o olhar da estrada: a 120 Km/hora percorrem-se, num segundo, mais de 30 metros. Imagine o que pode acontecer neste espaço de tempo. Evite igualmente, comer ou ler, mesmo que esteja parado numa fila bastante lenta.

Colisão: o tempo (e espaço) para reagir. O tempo de reacção (que decorre desde que visionamos o risco e o analisamos, até agirmos) é, em condições normais, de um segundo. Mas basta que o condutor tenha bebido um pouco para que a distância (e o tempo) de reacção aumente.

O truque dos segundos. Dois segundos são uma boa margem de segurança entre viaturas, que possibilita reagir perante qualquer imprevisto. Tendo como referência um ponto qualquer (uma árvore ou um sinal), entre o andamento do carro da frente e do seu, deve ter tempo, por exemplo, de contar 1101, 1102,… Estes dois segundos correspondem a determinada distância de segurança.

Condições adversas. Quando chove, a distância de travagem (distância necessária para parar depois do condutor travar), multiplica-se por dois. Aumente a distância de segurança para três segundos. Se nevar, a distância pode multiplicar-se por dez: circule lentamente e, nas descidas, utilize o motor como travão, reduzindo a velocidade o máximo possível. Quando está nevoeiro, reduza a velocidade em função da visibilidade. Se, por exemplo, o veículo da frente estiver a 10 metros, reduza para 20 km/hora.

Antes de tudo, preocupe-se consigo mesmo!

Cómodo, mas seguro. Há que ter em cuidado a postura. O assento deve estar regulado, de modo que o campo de visão fique sempre por cima do volante que o condutor possa conduzir comodamente com os braços um pouco flectidos. Se estiver bem colocado, o encosto para a cabeça é um valioso elemento de segurança. Senão, poderá ter o efeito contrário. A parte superior deve estar ao nível do alto da cabeça, pois em caso de choque frontal, o corpo sai disparado para a frente, é travado pelo cinto de segurança e depois volta para trás. Se o encosto não estiver bem colocado, podem provocar-se sérios danos nas cervicais. O mesmo perigo existe num choque traseiro.

Sem gota de álcool. Poderá ver os efeitos do álcool no comportamento do condutor: desde uma leve perda de reflexos, que pode ser vital em algumas circunstâncias, à perda de atenção, percepção e visão, característico da embriaguez total. A conclusão é óbvia: se tiver de conduzir, não beba e se beber, não conduza.

Medicamentos. Quando tomar algum medicamento, leia o respectivo folheto. Se este avisar que o medicamento causa sonolência, é melhor não conduzir. Caso não tenha outra solução, deve tomar todas as medidas de precaução (descansar frequentemente, andar mais devagar e deixar uma maior distância de segurança entre o seu automóvel e o da frente) para compensar a perda de faculdades causada pelos fármacos..

Por culpa do sono… Se estiver cansado, não conduza. Em viagem, não ingira comidas pesadas, pois a sua digestão produz sonolência. Abra a janela do automóvel. Se sentir sono, pare e durma um pouco num lugar seguro (numa estação de serviço ou numa zona de descanso), fora da estrada.

Objectivo:

Conduzir com segurança
Um bom condutor guia o automóvel com prudência e atenção. Mas para ter as máximas garantias de segurança, tal não é suficiente. Um bom condutor também tem que se pôr no lugar dos outros condutores e dos peões, para assim poder antecipar-lhes os actos, por muito inesperados que estes sejam, e evitar efectivamente situações de risco. Assim, é necessário aplicar truques de condução defensiva. São duas palavras-chave: antecipação e reacção.

Da mesma forma, é preciso respeitar os sinais de velocidade e não deixar que as distracções o afectem. Terá assim, pela sua frente uma viagem muito mais segura.

Esta é uma informação da DECO/PRO TESTE

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